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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Ouçam essas palavras


"O HOMEM É CAPAZ
O homem pode levar a agricultura ao mar. O homem pode criar vegetais que vivam com água salgada. A força da humanidade se concentra no essencial. É incomensurável. Ali estão as mais portentosas fontes de energia. Que sabemos da fotossíntese? Quase nada. A energia no mundo sobra se trabalharmos para usá-la. É possível extirpar toda a indigência do planeta. É possível criar estabilidade e será possível às gerações futuras, se lograrmos começar a pensar como espécie e não só como indivíduo, levar a vida à galaxia e seguir com esse sonho conquistador que nós, seres humanos, levamos em nossos genes.
Mas para que todos esses sonhos sejam possíveis, necessitamos governarmos a nós mesmos ou sucumbiremos porque não somos capazes de estar a altura da civilização que fomos desenvolvendo.
Este é nosso dilema. Não nos entretenhamos apenas remendando consequências. Pensemos nas causas de fundo, na civilização do desperdício, na civilização do use-descarte que o que está descartando é tempo da vida humana mal gasto, derrotando questões inúteis. Pensem que a vida humana é um milagre. Que estamos vivos por milagre e nada vale mais do que a vida. E que nosso dever biológico acima de todas as coisas é respeitar a vida e impulsioná-la, cuidar dela, procriá-la e entender que a espécie é a nossa gente.
Obrigado."

Trecho do discurso do presidente do Uruguai, Mujica, na Assembléia Geral da ONU, em 24 de dezembro de 2013.
Tradução: Rogério Beier

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Cuide-se

Cuidar de si: básico, essencial para a vida, mas muitas vezes esquecemos. Alguns por se doar demais aos outros, alguns por não saberem, outros simplesmente não tem essa iniciativa, ou tudo junto.

Quando se pensa em "cuidar de si" geralmente vem logo à cabeça fazer exames, marcar consulta com o médico. Também faz parte, mas muito além disso, o cuidado existe nas pequenas ações do dia a dia, nas diversas escolhas que você faz a todo momento... o cuidado vai além do estado físico. Na verdade, o cuidado começa na sua mente. O que pensa, que energia atrai para perto, que atmosfera cria em torno de si.

É preciso acreditar no cuidado, investir um tempo apenas para si -- mínimo que seja -- e ter o compromisso consigo mesmo que esse tempo será usado para cultivar um corpo, uma mente, e um espírito saudável.

A maneira que esse cuidado será realizado é muito pessoal, seja em que nível for: banho de ervas, escalda-pés, alongamento, consumir uma comida saudável e nutritiva, ouvir uma boa música, ou ficar em silêncio, deitar na terra e trocar energia com ela, tomar um banho de mar e mesmo cuidar da aparência... enfim, o que você considerar necessário.

Os xamãs já diziam "não existe doença, existem doentes". Eu acredito piamente nisso. Para não nos deixamos adoecer, precisamos manter o cuidado conosco.

Para os filhos de santo, é tão importante cuidar da "cabeça" quanto do corpo. Ori é cabeça, da qual cuida um Orixá, e Exú "é corpo" diria um ogan que conheci. Ambas dimensões do ser são importantes e devem ser cuidadas. Vemos no candomblé indícios desse equilíbrio, por ex., as oferendas para Exú, que estão sempre presentes nos rituais para Orixá.

Eu acredito nesta visão holística de cuidado. Dentro das práticas da espiritualidade pagã, existem diversos momentos propícios para a sua concretização: uma delas, no caso das mulheres, durante a menstruação,  quando podemos elaborar variados tipos de celebrações de nós mesmas, nosso sangue, nossa feminilidade, nossa sacralidade.

Outro momento que acho muito bom para isso é durante os plenilúnios: além de ser um momento grande potencial, no Paganismo, honramos a Deusa, e nada mais justo que começar com a representação da deusa na Terra: nós mulheres, nós mesmas, nosso corpo, nosso espírito.

Resumindo:
- cuide-se antes mesmo de cuidar das outras coisas/pessoas
- cada um se cuida da maneira que lhe convém, mas é importante manter a harmonia entre o corpo/mente/espírito cuidando de todos os níveis do Ser de maneira equilibrada
- você pode escolher momentos periódicos e propícios para que esteja sozinha e bem consigo mesma. Eu escolho o período menstrual e as Luas Cheias.
- Cuidando-se, evitará estar doente.


E você, como se cuida?




terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pião-roxo


Nome: Pião-bravo, pião roxo, pião-de-purga, pião-paraguaio, pinhão, mamoninho, purgante-de-cavalo. Jatropha gossypiifolia

Origem: México, América do Sul e Ilhas Caribenhas.

Características e Cultivo: Costuma florescer e frutificar facilmente em nossa região. Assim como as outras espécies de Jatropha, seu cultivo é facil, contudo costuma desenvolver-se melhor em solos férteis e pleno sol. Arbusto com até 87 cm de altura; folhas vináceas, 3,4,5-lobadas, com até 12cm de comprimento por até 9 cm de largura; flores vináceas; fruto verde com até 1,5 cm de comprimento. Pode alcançar mais de 3m de altura.


Utilizações e propriedades medicinais:  Uso Doméstico e Indústria: Óleo retirado das sementes serve para iluminação, fabricação de óleos lubrificantes, tintas e sabões. Propriedades medicinais: Hemorragias, feridas (uso externo e local); purgativo e diarreias (uso interno). Atenção: esta planta é venenosa e se ingerida em quantidades erradas é pode levar a óbito.




Propriedades mágicas: proteção, descarrego, abre caminhos, afasta negatividade.


É classificada em religiões de matriz africana como "erva forte", ligada às divindades como Ogum, Exu, Nanã e os pretos velhos.

Elemento: fogo



Sugestões de uso mágico:
- Macere as folhas, deixe de molho algumas horas em água fria, retire as folhas e se banhe com a água para banhos de limpeza e descarrego.
- Pegue alguns galhos e "bata" em torno da casa para afastar quaisquer energias ruins.
- Plante um pé de pião em frente da sua casa para afastar a inveja e o mau-olhado.



fontes:


Medicina Popular do Centro-Oeste - Waldomiro Bariani Ortencio


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Magia das portas

A casa é nosso templo particular. Nosso lugar de descanso, sustento e cultivo de relações familiares.
A porta da casa é o lugar não somente da entrada/saída física como também da entrada/saída energética e mágica. Como tratar esse espaço? Talismãs, plantas, e tantos outros objetos ritualísticos podem ser usados.
Compartilho com vocês trechos interessantes da leitura do livro MAGICAL HOUSEHOLD de Cunninghan. O original é em inglês, e a tradução, feita por mim, é amadora.
Hoje posto sobre a magia das portas, que como todo lugar de passagem tem seu potencial mágico proeminete. Próxima postagem do segmento, ainda no capítulo 3, será sobre chaves e janelas.
CUNNINGHAM S. Magical Household, Cap. 3, p.16-18

(tradução livre por Falcão Marrom)

“Muitos dos ritos associados às portas são, por natureza, de proteção. Pendurar uma cabaça em ambos os lados externos de uma porta irá repelir a negatividade indesejada, assim como um pedaço de bambu ou uma coroa de folhas e espinhos localizada acima da porta. Um círculo inscrito na faixada da porta previne a entrada de fantasmas; alho ou dill suspensos acima da porta da frente repele aqueles mal-intencionados ou invejosos de ganharem entrada; e um saco de sal ou sinos pendurado no trinco mandará demônios embora.
Outros feitiços que favorecem a guarda da casa contra a entrada de negatividade inclui: colocar duas agulhas cruzadas embaixo do capacho; pintar a porta de azul, uma cor sagrada; aspergir sementes de mostarda ou plantar sangue de dragão na soleira da porta; e martelar três pregos na forma de um triângulo (com um apontado para cima) no lado de fora da porta de entrada.
Ervas específicas são cultivadas na varanda para maior proteção. Samambaias, lírios, malmequer e juníperos podem crescer em vasos na varanda. Uma meia velha cheia de sal, sálvia, verbasco, mullei, tanásia e qualquer outra erva para proteção pode ser queimada ao pé da varanda para manter fantasmas afastados. Uma caixa de pedras furadas ou uma faca na entrada da varanda são similarmente potentes proteções mágicas.
A porta também funciona como um lugar ideal para convidar certas energias ou atributos para sua casa. Cinco moedas polidas ao pé da varanda irão trazer aos donos da casa dinheiro e amor, por exemplo, e um pouco de comida queimada aí, assegura que você nunca passará fome.
Se você deseja ver um fantasma, a passagem da porta é um lugar ideal para você treinar, de acordo com a antiga tradição. No crepúsculo ou à meia-noite, esteja em qualquer porta no escuro, olhando para dentro de outro cômodo. Com a porta meio-aberta, encoste sua bochecha na porta e espreite pelas suas bordas. Se você perseverar, talvez veja espíritos e formas estranhas. Por que? Porque a porta é uma entrada para outros mundos.
Se você deseja se livrar de fantasmas, eles podem ser exorcizados apenas fechando a porta com força diversas vezes sucessivamente. O fantasma é pego entre a porta e a moldura e logo estará cansado da tortura e irá embora. Se você gosta de fantasmas no entanto, não bata as portas!
Se você é do tipo que nunca fecha a porta, você talvez queira começar a fazer isto. A lenda diz que aquele ou aquela que nunca fecha uma porta nunca terá uma casa. Isso está conectado provavelmente com a ideia de que se a porta de uma casa é deixada aberta, o poder “sai fora”.”

sábado, 5 de outubro de 2013

Pios e Pitacos no facebook!

O blog Pios e Pitacos agora está no Facebook!

Curta a página para acompanhar postagens com informações sobre o universo pagão:


sábado, 30 de março de 2013

A Pequena Kjersti e o Rei dos Elfos

Em outros momentos já tive a oportunidade de falar sobre músicas folclóricas que tem origem em antigos encantamentos mágicos ou mitos/lendas pagãs.


Dessa vez trago uma canção folclórica escandinava que conta a história de uma moça que foi seduzida pelo rei dos elfos e com ele teve um filho. 
Tanto nas lendas escandinavas quanto celtas era comum histórias sobre o envolvimentos de seres humanos com o povo das fadas, ou também elfos. Para os antigos, este mundo visível em que vivemos não seria o único mundo, e seria possível para nós humanos encontrarmos os caminhos secretos que nos levariam a esses mundos mais sutis.

Ouçam essa bela balada!

Gravação do álbum "Jean-Luc Lenoir - Old Celtic & Nordic Ballads"

Tradução (para o inglês) e comentários retirados do site http://lyricstranslate.com/en/liti-kjersti-og-alvekongen-little-kjersti-and-elf-king.html

Tradução para o português por Falcão Marrom. 

Liti Kjersti og Elvekjongen

Mo'eri tala til dotteri si
- ti, lill-lill, hugjen min -
kvi renne det mjølk ut or brøsto di
- dei leika så lett gjennom lunden -

Det nyttar kje lenger å dylja fyr deg
- ti, lill-lill, hugjen min -
elverkongen hev lokka meg
- dei leika så lett gjennom lunden -

Elverkongen kom seg riande i gård
- ti, lill-lill, hugjen min -
liti Kjersti ute fyr honom står
- dei leika så lett gjennom lunden -

Han klappa henne på kvite kinn
- ti, lill-lill, hugjen min -
kunna du kje dylja fyr mo'eren din
- dei leika så lett gjennom lunden -

Elverkongen ha seg ein gangare spak
- ti, lill-lill, hugjen min -
han lyfte liti Kjersti oppå hans bak
- dei leika så lett gjennom lunden -

Elverkongen tala til dotteri si
- ti, lill-lill, hugjen min -
du tappe i ei konne med vin
- dei leika så lett gjennom lunden -

Den fyste drykk ho konna drakk
- ti, lill-lill, hugjen min -
då gløymde ho bort kven henne ha skapt
- dei leika så lett gjennom lunden -

Korhen er du fødd og korhen er du boren
- ti, lill-lill, hugjen min -
og korhen er dine jomfruklede skoren
- dei leika så lett gjennom lunden -

I berget er eg fødd, i berget vil eg døy
- ti, lill-lill, hugjen min -
i berget vil eg vera elverkongens møy
- dei leika så lett gjennom lunden

A Pequena Kjersti e o Rei dos Elfos.

A mãe falou para sua filha
- ti, lill-lill minha alma*
Por que cai leite de seus seios?
- No bosque eles estão brincando*

Não posso mais esconder isso de você
- ti, lill-lill minha alma
O rei dos elfos me seduziu
- No bosque eles estão brincando

O Rei dos elfos veio cavalgando para a fazenda
- ti, lill-lill minha alma
Pequena Kjersti parou em frente dele
- No bosque eles estão brincando

Ele acariciou suas bochechas alvas
- ti, lill-lill minha alma
Você não é mais capaz de mentir para sua mãe?
- No bosque eles estão brincando

O Rei da Montanha tinha um silencioso cavalo
- ti, lill-lill minha alma
Ele colocou a pequena Kjersti em sua garupa
- No bosque eles estão brincando

O Rei dos elfos falou com sua filha
- ti, lill-lill minha alma
Dê-nos uma jarra de vinho
- No bosque eles estão brincando

A primeira vez que ela bebeu da jarra
- ti, lill-lill minha alma
Ela esqueceu por quem foi criada
- No bosque eles estão brincando

"Onde você nasceu, e quem lhe criou?"
- ti, lill-lill minha alma
Onde estão seus sapatos virginais?*
- No bosque eles estão brincando

Nas montanhas eu nasci e nelas eu morrerei
- ti, lill-lill minha alma
Nas montanhas eu desejo ser a esposa do Rei dos Elfos
- No bosque eles estão brincando*

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*Esta é uma versão da balada sobre a pequena Kjersti. Nesta versão Kjersti já se encontrou com o rei elfo (ou o Rei da Montanha, como é chamado em outras versões) em segredo e fizeram um filho, que ele levou com ele de volta para sua casa.
Aqui, o contato parece ter sido desejado por ambas as partes, apesar das reivindicações de Kjersti que o rei elfo a seduziu, ele é retratado como um ser terno nesta versão da balada, muito mais do que do que em outras. Quando a história é revelada para a mãe que adivinhou a verdade, o rei elfo vem para buscar Kjersti e levá-la para casa com ele.

*Em melodias folclóricas norueguesas e baladas há um uso freqüente de palavras poéticas que se destinam a dar associações, mas que em si não tem tradução. "Ti lill-lill" é uma palavra que ocorre em uma série de diferentes variedades (Tiril-lill, tirililli, tirild etc). Tem sido sugerido que a tradução possível seria "persuadir ou atrair sons", como algo que você usaria para convencer um animal para vir até você.

*Hugen é uma palavra norueguesa que tem vários significados. Pode significar "pensamento" ou "alma". Hugen era algo que era capaz de se deslocar independentemente do corpo. Pode ser algo bom ou ruim. Den vonde Hugen - o pensamento mau é um termo para um mau pensamento ou força que pode ser enviado para as pessoas e afligem danos a eles, um pouco como uma maldição ou mau olhado

*Lunden: a última linha do coro também traz diversas associações como "Lunden" ou o bosque, como aqui traduzido, fosse um lugar muitas vezes usado para oferendas cerimoniais aos deuses pagãos. No entanto, ele também carrega conotações sexuais para um lugar de tranquilidade e privacidade, onde podiam esconder-se.

*Sapatos virginais: Onde se mora durante a parte da vida casto / até que se case.


sábado, 23 de março de 2013

seu direito acaba onde começa o meu

Oi, meu nome é Igreja Católica Apostólica Romana e eu sou Santa.

O que é mesmo perseguição religiosa?

Perseguição religiosa é qualquer hostilidade motivada pela identificação de alguém com uma religião. Isso pode incluir sentimentos, atitudes, palavras e ações hostis.

E o que é mesmo intolerância religiosa?

Intolerância religiosa é um termo que descreve a atitude caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças ou crenças religiosas de outros. 

Aí está acontecendo o seguinte, muitos segmentos religiosos estão pensando: se você está inadequado ao que a bíblia diz, eu posso ser intolerante com você e rejejtá-lo pois estou no meu direito de expressar a minha fé, mas você não pode rejeitar a mim nem a minha fé e muito menos falar mal do meu "ato de fé", pois isso é perseguição religiosa.

Agora, deixe-me, eu, que faço parte de uma minoria religiosa, explicar do que se trata a "suposta" perseguição aos cristãos (aqui no Brasil):

Sabe aquela história do gato? "gato escaldado tem medo de água fria". Se 1, 2, 3, 100, mil, uma comunidade inteira de uma Igreja diz que eu sou errado, que sou a praga do mundo, que sou amaldiçoado... como vou poder achar que alguém dessa religião pensa diferente disso?

Traduzindo em miúdos... sou uma bruxa e cultuo deuses pagãos. Por isso acham que eu tenho o "diabo no corpo" ou que cultuo o próprio diabo. E eu vou deixar falarem isso de mim e da minha fé? Por que irei respeitar o "direito" de me xingarem, de me marginalizarem e até de me agredirem? Se querem ser respeitados, respeitem!

Fico com o clássico: "seu direito acaba onde começa o meu".

E estou aqui dando meu exemplo, meu depoimento, mas o PIOR é que certos segmentos cristãos (pra não me acusarem de generalização) acham que se trata de uma "guerra santa"  e podem ser intolerantes (sempre no direito de expressar sua fé né... ) não apenas com pagãos como eu (muitos nem sabem que brux@s realmente existem!). 
Eles estão contra: o DIREITO do casamento homoafetivo, a DIREITO dos adeptos de religiões de matriz africana cultuarem suas divindades como manda a tradição, o DEVER de o Estado ser de fato laico e a Nação ser pluri-religiosa.


Parodiando Silas... Eu não odeio tais cristãos. Eu os amo como se ama o algoz. E os observo com mais cuidado... porque gato escaldado...


adivinha quem fez isso...

sexta-feira, 8 de março de 2013

Sagradas Mulheres

Esse não é um texto feminista. Visa apenas abordar a visão/papel/situação da mulher hoje.

Começamos do conceito de sagrado feminino, tão difundido na religião Neopagã. O que chamamos de "ressurgimento do sagrado feminino" atualmente, não existiu dessa forma em nenhuma sociedade alem da nossa, e nem podia existir, pois o sagrado feminino é um conceito criado por nós para o "resgate" de uma ligação com o nosso proprio poder feminino, que consideramos perdido, ou adormecido.

É necessário entender que em sociedades mais remotas a separação entre o sagrado e o profano era muito tênue, isso quando existia essa separação. Viver e morrer fazia parte do sagrado, o mundo divino não era separado do mundo humano. Nada mais natural que a mulher, como "geradora da vida", "conhecedora dos mistérios do sangue" fosse vista com até certa devoção. Nem por isso era a mulher superior (tampouco inferior) ao homem: cada um tinha seu papel a cumprir na comunidade.

Como isso se transformou ao longo da História e como o dito Patriarcado dominou a ética social e a cosmologia do mundo ocidental é uma longa história... nesse texto cabe pensar no presente, no que temos em nossas mãos.

Vamos pensar na mulher no Brasil?

Um país em que a ditadura da beleza existe ;a brasileira tem que ser magra, mas com muitas, muitas curvas, bonita e sensual.
A cada poucos minutos, uma brasileira sofre violência doméstica. Foi aprovada uma lei para que esse número diminuísse,mas sabemos que,infelizmente,por inúmeros fatores, múltiplas vezes, essas mulheres não denunciam. Não denunciam por medo; por não querer ver o pai dos seus filhos numa cela (e porque muitas vezes esse mesmo homem é quem põe o sustento na casa); por vergonha; por amor; ou pela simples falta de consciência do quão isso é grave.

A gravidez na adolescência: esse é um dos temas mais difíceis de se falar para mim. Tive uma curta experiência com “meninas mães” na saúde pública e enquanto mulher, fico triste com todo contexto em que essas meninas se tornavam mães. Não estou aqui generalizando a situação de todas as que engravidaram na adolescência, mas de um grupo, de baixa classe social, que convivi. A falta de informação existe. Embora tenhamos campanhas vinculadas em meios populares, como a TV, as “crendices populares” muitas vezes chegam primeiro aos ouvidos dessas meninas do que “como por uma camisinha” por exemplo. A incerteza da adolescência, a esperança do amor eterno. Para muitas, a falta de perspectiva (muitas dessas meninas não tinham uma opção de lazer, uma opção cultural, nem uma faculdade ou curso técnico na cidade, muito menos empregos disponíveis). E principalmente, falta de consciência corporal! Perguntava-me quantas delas tinham realmente desejado o sexo, sentido prazer, tido um orgasmo. E de repente estavam lá, com esse fato, a gestação, com uma criança para educar. Embora todas as mulheres tenham o que chamam de instinto materno, nem todas estão prontas para ser mãe.

Todas essas mulheres são oprimidas, são vítimas da nossa sociedade. Sociedade de consumo, que vende o ideal de beleza, o ideal de amor e o ideal da vida da mulher, mas que não a ampara.

Gostaria que houvesse uma conclusão para esse texto, guiando-nos para o que fazer diante da injustiça e sofrimento que tantas sofrem. Mas se ela existe, a desconheço.

Algumas se manifestam e gritam para que sejamos ouvidas; outras trabalham com aquelas que vivem marginalizadas pela sociedade; outras cultivam a beleza; outras simplesmente não se submetem. Todos esses papeis são cruciais numa jornada tão antiga.
Que não seja esquecido quem somos, nossa força e nossa fragilidade! Muitas lutaram para que nossos direitos fossem reconhecidos. Que não nos acomodemos, que continuemos lutando para que eles possam ser cumpridos. Que não fechemos os olhos diante da injustiça. Que simplesmente, não nos calemos.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Lammas

Sempre tem um sabbat que nos identificamos mais e outros menos...Particularmente esse sabbat semprepassava discretamente para mim...E como falar de um sabbat na qual eu tenha pouco afinidade?

Bem,resolvi tentar aumentar essa afinidade indo para a pesquisa...

Acho que para muitos esse é um sabbat confuso,a começar pelo nome...Lammas? Lughnassad (festa de Lugh)?

No hemisfério Norte essa festa equivale ao 1º de agosto,com o equivalente aqui sendo 1º de fevereiro,ou até 2 de fevereiro (sincretismo?).

Se para os que seguem a roda celta Lugh é o homenageado,para os que seguem a roda nórdica, Freyr parece ser a figura central, apesar de outras divindades também serem inicialmente homenageadas...

É uma festa de colheita, em que se agradece pelo colhido,pelos alimentos.

É difícil falar de colheita e trazermos para nossa realidade... Claro,o nosso típico arroz, feijão, nosso pãozinho, tudo isso depende da agricultura, plantio e colheita, mas creio que, principalmente para os que moram em grandes centros, fica difícil essa visualização,essa reflexão!

Nossa tendência é sempre mais pedir do que agradecer. Talvez seja um sabbat justamente para isso: para os agradecimentos e homenagens, um simples exercício da nossa fé.

Como um "para saber mais" de um sabbat com tantos nomes,deixo transcrito abaixo um texto do livro "Mistério Nórdicos" de Mirella Faur : 

"Freyfaxi ou Freyfest marcava o início da colheita na Islândia. A comemoração incluía um Blot para Freyr,Nerthus,Thor e Sif,corridas de cavalos,competições esportivas e feiras de produtos e ferramentas agrícolas. Antigamente,no mês de agosto,na Islândia reunia-se o Thing, a assembléia de governadores locais, dos juízes e dos sacerdotes, que era uma convenção política regional ou nacional, mas também religiosa e folclórica. O ponto alto da comemoração era uma benção geral,da terra, dos animais e das pessoas, nas quais invocavam-se todos os deuses e dousas,começando e terminando com uma homenagem a Tiw. 

O festival durava de 3 a 4 dias e sua data variava entre o dia 1º e 23 ou a Lua Cheia de Agosto. Devido a influência celta, esse festival passou a ser celebrado nos países nórdicos na mesma data do seu equivalente Lammas ou Lughnassad, no 1 ºdia de agosto, e seu enfoque deixou de ser a reunião do Thing e passou a ser uma comemoração da colheita dos cereais,a Erntefest. 

Agradecia-se a primeira colheita do trigo, centeio, cevada, aveia ou milho e assavam-se pães dos grãos recém-moídos, o que deu origem ao seu nome celta Loaf Mass, “A Festa do Pão”. Atualmente os grupos Asatru celebram,no dia 31 de julho, os deuses Thor e Sif,e em 1 de agosto Odin e Frigga, Frey e Freyja. Os rituais femininos homenageiam Nerthus, Erda, Fjorgyn,Sif e Nehelennia.

Nessa data,costumava-se doar comida aos pobres e oferecer a Mãe Terra pãezinhos com desenhos de rodas solares ou suásticas, em sinal de gratidão pelos seus frutos. Das colheitas guardava-se a primeira espiga cmo amuleto de sorte e deixava-se a última para Sleipnir,o cavalo de Odin.

As runas correspondentes são Ansuz(de Odin),Uruz e Thurisaz(associadas a Thor),Jera(colheita) e Erda(Mãe Terra)."

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Pagãos... quem somos?

O Paganismo é um grande guarda-chuva que abriga diversos caminhos espirituais baseados na sacralidade da Natureza. Mas eles tem suas diferenças, e algumas são tão divergentes que alguém de fora não diria que todos são "pagãos".

Recentemente li um post muito interessante sobre uma certa rivalidade (inclusive política) que existe entre duas grandes vertentes do Paganismo -- o Neopaganismo e o Reconstrucionismo.

Entendo que haja essas rivalidades, mas pelo menos para o caso brasileiro, penso que o momento agora seja de guardarmos as diferença e nos unirmos em prol da luta para ganharmos todos espaço e respeito em nossa sociedade extremamente preconceituosa. Quanto mais com a força política que estão ganhando alguns grupos religiosos fundamentalistas que farão de tudo para serem absolutos e varrer tudo que não for cristão.

Abaixo traduzo um folheto muito informativo do "Cherry Hill Seminary" que fala o que é o Paganismo hoje, suas vertentes e características:




"O que é o Paganismo contemporâneo?

Paganismo contemporâneo é um termo abrangente para uma variedade de caminhos religiosos frouxamente associados.

A palavra "pagão" vem do latim paganus, ou seja, uma pessoa de uma área rural. Para muitos pagãos contemporâneos, a palavra "pagão" reflete uma espiritualidade orientada para a natureza.

A Wicca é a maior tradição pagã contemporânea e contém muitos caminhos e linhagens. Outras tradições incluem Asatru ou Heathenry (Paganismo Europeu do Norte), druidismo, culto feminista da Deusa, formas de feitiçaria Wicca não religiosa, e reconstrucionismo (a tentativa de recriar as religiões antigas, como as da Grécia e Egito).

As estimativas atuais colocam o número de pagãos norte-americanos em cerca de um milhão.
Há outras populações significativas de Pagãos na Europa, o Reino Unido, Austrália, África do Sul e Brasil.*

Paganismo pode ser parte de uma identidade étnica ou nacional, como na Europa Oriental, onde os pagãos do Báltico estão revivendo os elementos religiosos das tradições folclóricas. Alguns praticantes de religiões afro-caribenhos também se identificam como pagãos, embora a maioria não.
Nem todos os pagãos pertencem a tradições. Os pagãos podem praticar como solitários (por si) ou ecléticos (elaborando de muitas tradições). Os pagãos norte-americanos tendem a ser inovadores e criativos ao mesmo tempo, estudam e se inspiram em antigos tradições religiosas indígenas.

A prática religiosa pagã se concentra no ritual. Rituais podem celebrar as estações ou os ciclos da lua; homenagear uma divindade ou divindades, ou marcar as transições da vida, como nascimentos, mortes e casamentos. Rituais também podem tentar aumentar a energia para a cura ou para de alguma forma melhorar a vida dos pagãos ou de seus entes queridos. Rituais pagãos freqüentemente empregam percussão; dança; fogos cerimoniais; incenso; representações físicas da terra, ar, fogo e água, e outros elementos sensoriais.

A maioria dos pagãos usam a experiência pessoal como base para suas crenças, e eles resistem a doutrinas ou dogmas. Princípios éticos pagãos muitas vezes focam em relações. A ética é adaptada para cada situação. Virtudes e valores são considerados mais importante do que as regras.

A maioria dos pagãos valorizam cultivar a si mesmos, à sua comunidade e a terra, evitando danos a outros. Celebração, serviço comunitário, criatividade, harmonia e amor são muitas vezes enfatizados. Pagãos que buscam tradições guerreiras antigas, como culturas germânica e celta, valorizam a honra, verdade, coragem e fidelidade.

Crenças e práticas pagãs são diversas, mas há ainda alguns temas recorrentes entre os indivíduos e entre tradições:

Pagãos não precisam necessariamente ter essas atitudes descritas abaixo para serem pagãos. Mas a maioria possui essas características.*

  • Panteísmo, panenteísmo ou animismo. Pagãos experimentam o divino no mundo físico. Panteístas vêem o próprio mundo como divino ("Tudo é Deus / Deusa"). Panenteístas vêem o divino como mais do que o mundo e o mundo como imerso no divino ("Deus / Deusa está em todas as coisas, e todas as coisas estão em Deus / Deusa"). Animistas vêem uma alma ou espírito em todas as coisas (ou, às vezes, todas as coisas naturais), e pode ou não reconhecer uma divindade unificadora.
  • Politeísmo. Pagãos honram vários deuses e deusas em sua prática religiosa. Alguns politeístas vêem os muitos deuses como aspectos de um Deus ou Deusa, como aspectos de uma Deusa e um Deus, como arquétipos junguianos, ou como metáforas para as forças naturais. Outros são politeístas rígidos e compreendem os deuses como seres individuais, separados e únicos, da mesma forma que os seres humanos são.
  • Reverência para com a natureza e o corpo. Pagãos com freqüência celebram os ciclos naturais e podem ser ambientalistas apaixonados. O corpo e a sexualidade são tratados como uma parte sagrada da natureza.
  • Referência a mitos e tradições pré-cristãos e / ou tradições indígenas. Pagãos buscam religiões pré-cristãs, ou a religiões que resistiram a conversão ao cristianismo, para uma conexão mais autêntico com a terra, consigo, ou com o divino.
  • Confiança na experiência pessoal como fonte de conhecimento divino (algumas vezes chamado gnose). Com algumas exceções, os Pagãos dão a experiências pessoais mais autoridade do que textos ou tradição recebida. Eles enfatizam intuição e conhecimento sentidos no corpo.
  • Reconhecimento dos princípios da magia. Muitos pagãos acreditam que atos rituais realizados com intenção podem alterar a consciência e, portanto, a realidade. Tais rituais funcionam de forma semelhante à oração em outras religiões. Pagãos que praticam magia (às vezes escrito com um 'k' para diferenciá-lo de magia de palco), muitas vezes se referem a si mesmos como bruxas ou magos.
  • Pluralismo. Pagãos geralmente consideram as tradições de outras religiões como igualmente legítimas. Nenhum caminho espiritual pode ser bom para todos, porque as pessoas têm diferentes necessidades espirituais. Mesmo dentro de um grupo pagão, as crenças dos membros podem variar muito."

o Paganismo contemporânea tem crescido rapidamente desde que a Wicca foi publicada na Inglaterra em 1950.*

*textos retirados de notas no original em inglês.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Rosário pagão

foto:

Estamos acostumados a ver cristãos e algumas religiões orientais usarem rosários. Mas afinal, qual a origem dos rosários? Para que servem? Os pagãos também podem usar esse objeto?

Apesar do rosário ser comumente reconhecido como objeto da fé cristã, teve sua origem do Hinduísmo por volta do século 8o AC, com o culto a Shiva. Os nomes de deuses hindus e preces são repetidas de conta em conta -- chamada mala -- separadas por contas diferentes ou coloridas.


Curiosamente, o alto clero católico desaprovava o uso do rosário, considerando ser objeto de ignorância.

Além dos católicos, em outras religiões também existe o uso do rosário: Budismo, Hinduismo, Paganismo e Islamismo.

No Paganismo o rosário pode ser um poderoso instrumento para conexão com uma divindade ou para concentração necessária para se conjurar uma magia, ou simplesmente para elevar a mente a um estado meditativo.

Funciona mais ou menos assim: você vai manipular as contas do rosário, carregando-se de intenção, repetindo a oração/conjuração/mantra a cada conta manipulada; a repetição constrói e reforça os nossos caminhos neurais e assim, a força de nosso pensamento alimenta nossa conexão com o Universo que almejamos.

O material, a quantidade e o formato das contas de um rosário, e até como o rosário é concebido vai depender do gosto da pessoa como também do objetivo do rosário.

Por exemplo, no caso de rosários pagãos, suas formas, cores e tamanhos vão ser tão variados quanto são os tipos de conexões sagradas possíveis, ou seja, infinitas...

Alguns tipos mais comuns de rosários pagãos:

- Lunar: ligado ao ciclo natural da Lua, geralmente contém 28 contas, representando o ciclo lunar.

- Consagrado a alguma deidade: cor, número e adereços vão variar totalmente conforme a deidade para a qual foi dedicada o rosário.

- Meditação/ prece: muito pessoal de cada um. Muitas pessoas gostam de usar o japamala, geralmente composto por 108 contas mais o “meru”, conta central que marca o início e o fim do mala.

- 4 elementos: o rosário é dividido em 4 partes iguais de contas, cada quadrante separado por uma conta diferenciada.


Apesar desses "tipos" citados, nada impede que você use seu rosário da maneira que mais lhe convier.

Como não podia deixar de lado, na minha loja pagã -- Athena Artesã -- confecionei alguns tipos de rosário pagãos:



Da esquerda para direta: rosário lunar, rosário ciclo lunar feminino, rśario rúnico.

Da esquerda para direta: rosário de Hécate, rosário de Freyja e rosário de Hel.



Fontes: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Japamala 
A history of praying beads - Patricia A. Dilley

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Um feliz, feliz Litha!



Imagine um dia do ano em que seus sonhos são mais apurados,mesmo que simbólicos,mais próximos da realidade?

Imagine um dia onde você pode ser livre para viajar entre os mundos?

Imagine um dia onde ,o que você deseja, pode se concretizar no ano seguinte?

Bem,esse dia é hoje, Litha, uma data tão querida que se perpetuou com o tempo.

Aproveite esse dia; pense no que você quer (mas quer muito) para sua vida, os lugares onde gostaria de ir,as pessoas com quem gostaria de estar.

Acredite e sonhe,sonhe muito hoje!

E aproveite a Magia ;)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Girassol

Nome: Girassol, (Helianthus annuus).
Origem: Os girassóis são plantas originárias da América do Norte cultivada pelos povos indígenas para alimentação, foram domesticadas por volta do ano 1000 a.C.. Francisco Pizarro encontrou diversos objetos incas e imagens moldadas em ouro que fazem referência aos girassóis como seu deus do Sol. O Girassol recebe esse nome porque sua flor acompanha a trajetória do sol, do nascente ao poente.
Características e Cultivo: Cresce em pleno sol e em qualquer solo argiloso bem drenado. A semeadura deverá ser feita direta, isto é, em canteiros preparados, pois o girassol não tolera bem o transplante.
Necessita de muito sol, solos profundos e férteis assim como de regas regulares no período de crescimento. A melhor época de proceder a esta técnica é no verão.
Melhor implantar maciços e não plantas isoladas para ter um visual mais paisagístico.Cavoucar o solo a uma profundidade de 25 cm, retirando inços, pedras e raízes mortas, destorroando e acrescentando adubo animal.
O espaçamento poderá ser feito de 20 a 30 cm entre linhas e colocando 3 unidades por cova. Regar bem a seguir. As regas deverão ser regulares enquanto a planta cresce. Para os Estados do Sul a época é de setembro a fevereiro e para os demais o ano todo.

Utilizações e propriedades medicinais: Plantar girassóis perto da casa para drenar terrenos muito húmidos. As flores podem ser fervidas e utilizadas como um corante amarelo e se dada como alimento às galinhas, essas irão aumentar a postura de ovos. Cinzas da planta queimada podem ser utilizadas como fertilizante de potássio. As suas folhas podem inibir o crescimento de plantas daninhas através do fenômeno alelopatia. 
O óleo de girassol contém vitamina F, que é muito benéfico para a pele, bom de usar em produtos caseiros de cuidados com a pele.
Um chá feito a partir de folhas de girassol é diurético, adstringente e expectorante, é utilizado no tratamento de febres altas.


Propriedades mágicas: energia, fertilidade, desejos, saúde, sabedoria.


Astro: Sol
Elemento: fogo
Sugestões de uso mágico:
- Faça um colar com sementes de girassol para proteção e fertilidade.
- Para obter ajuda durante a concepção, mulheres comem sementes de girassol na lua crescente.
- Plantar girassóis no jardim traz bençãos do Sol
- Dizem que dormir com um girassol debaixo da cama lhe permitirá saber a verdade sobre qualquer questão.
- Coloque as mãos sobre uma pequena tigela de sementes de girassol assadas. Visualize-as abrindo-se com as energias do Sol -- proteção, sucesso, triunfo. Em seguida coma-as para trazer estes poderes para dentro de si mesm@.




sementes



fontes:
http://www.fazfacil.com.br/jardim/flor_anual_girassol.html
http://www.thehomeherbalist.com/sunflowers-are-more-than-flowers
http://naturalknowledge247.wordpress.com/tag/sunflowers
http://pt.scribd.com/doc/2413680/Herbs-and-Their-Magickal-Properties
pt.wikipedia.org/wiki/Girassol
Scott Cunningham - Enciclopédia de Wicca na Cozinha

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Feminino e o Feminismo


Quando falamos de paganismo,acabamos muitas vezes abordando o termo “sagrado feminino”.

Explicar esse conceito é muito complicado,ainda mais em uma sociedade em que o ser feminino é tantas vezes oprimido e o fato de se (tentar)resistir a isso,é visto com olhos taxativos,com um rótulo de “feminismo”.

Para muitos o “feminismo” é “coisa de lésbica”,uma “tentativa absurda das mulheres serem superiores aos homens” ou ainda “coisa de quem queria ser homem”.

E há ainda quem acha que ser feminista é apenas se despir das vaidades numa resistência a cultura da moda da sociedade.

O feminismo é apenas uma tentativa de voz,um clamor de “nos tratem iguais”,não pelo nosso sexo,mas pela nossa própria existência enquanto ser humano.Igualdade!Independente de nosso gênero ,cor ou classe social!

Quantas mulheres hoje são chefes de família?Por que uma diferença salarial?
E quantas mulheres são agredidas enquanto você está lendo esse texto?

Enquanto houver essa desigualdade,a necessidade do tão taxado e mal interpretado feminismo se faz presente,como uma voz de resistência.

Ao contrário do que se tem vendido mídia afora, não há nenhum glamour na dominação, seja ela afetiva ou corporal. Essa glamourização anda em alta depois da “trilogia” dos 50 tons de cinza; claro, você pode achar que é só um livro --muito rentável --, ou, pode até achar saudável a ideia do sexo ser discutido tão abertamente. Essa não é a questão abordada aqui; a questão é que temos violência física assim como dominação psico-física vista romanticamente e, para nosso espanto, tida como linda por tantos (a única diferença para mim, desse tal personagem do livro e dos canalhas da vida real ,é que o personagem do livro é descrito como bilionário e bonito)! 
Você pode pensar também que isso é um pensamento extremo ,mas para mim quando uma ideia dessa é abraçada por tantas mulheres (ser dominada psico-fisicamente como algo lindo e romântico) eu sinto o ser feminino cada vez mais negligenciado e o nosso “sagrado” cada vez mais distanciado...

sábado, 24 de novembro de 2012

Hecate, a Mãe,a Consoladora


Qualquer pagão é familiarizado com esse nome: Hecate.
Por mais que não sigam um caminho helenístico ou Wiccaniano, quando se ouve esse nome ,a mínima sensação é a de respeito.

Talvez muitos a associem com a face negra; a Senhora do Submundo,Morte,Caldeirão.Como Lilith,tem seus nomes em letras de músicas,filmes e variadas histórias.
Mas não consigo enxergá-la assim,como a Deusa Negra,a Lua Negra.

Seu culto é muito antigo,talvez nem tenha começado na própria Grécia.Penso que Ela,assim como outros deuses antigos (e incompreendidos) tenha sido adorada primeiramente na forma animalesca (e se pensarmos no animal mais associado a ela,o cachorro e as cidades que adotavam essa simbolo,já começamos a enxergar o quanto ela era adorada e sua proteção,procurada.Creio que o símbolo da loba também possa ter sido a ela associado).

Temos duas datas a ela consagrada,o 13 de agosto e o 16 de novembro,onde as famílias deixavam rituais e oferendas em encruzilhadas para obter dela a benção e proteção ao lar.

Por tais registros temos uma deusa Mãe; ela quem traz a vida,quem abençoa e protege o lar,que abençoa a colheita (pois Ela tem o dom da tempestade),que cura as doenças,que é a Senhora dos segredos e da Magia,e a Mãe Morte que guia ao Submundo.

Passada essa superficial introdução,porque falar de novo sobre Hecate?Após algumas leituras e reflexões,enxergo Hecate como uma Mãe Consoladora; como aquela quem ouvia a voz dos desesperados e oprimidos.
Primeiramente,em seu culto de Mãe,e principalmente,com as mulheres recorrendo a Ela.
Sei que quando começamos a estudar o paganismo,rapidamente,podemos ter aquela bela idéia de sociedade matriarcal.Infelizmente a realidade era bem cruel e muito longe da nossa nostálgica imaginação.A mulher era  oprimida naturalmente pela sua condição : desde o primeiro sangue,a gestação,as dores do parto,cuidar da casa,da plantação(em tempos antigos),da educação dos filhos,dos mistérios sagrados.
Como Mãe da Magia,não havia nada que pudesse não ser possível a Ela.E como a própria Morte,sua proteção contra qualquer mal (ou mau) era certa e infalível.

Por sua própria posição (acima de conceitos de Bem ou Mal),Hecate é invocada e procurada para diferentes propósitos.Apesar de milênios de opressão,seu nome continua forte e, independente da vertente,sua força atrai.

Ainda hoje, procuramos seu consolo.Como Deusa Tripla ou Negra,algo é certo: o amor de Mãe.





segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Por diferentes formas de ver e viver

 
Faz dias que não me sai da cabeça a coluna do jornalista Navarro (que não faz jus ao nome), sobre o caso dos Guarani-Kaiowá. Mas nem vou perder o meu e o seu tempo falando sobre isso, pelo nível do texto, é apenas um querendo chamar atenção e causar polêmica.

Agora, outra coluna que li hoje, do Dr. Luiz Pondé, entristece-me. Não apenas pela sua clara posição, mas especialmente por ser um "pós-doutor" da área de Filosofia, alguém que a gente imagina poder ter horizontes muito mais abertos, ou menos limitados. Se pessoas desse cacife tem uma visão tão raza sobre a sociedade e suas "necessidades", imagina por aí! Tenho visto uma avalanche de comentários na internet (presumivelmente de pessoas educadas, de classe média, no mínimo) que me soam tão absurdas e hipócritas que eu desejei muitas vezes ser uma minhoca embaixo da terra: cega, surda e muda.
Apesar do Doutor Luiz parecer mais preocupado em criticar o pessoal do facebook que aderiu à campanha em prol da causa Guarani-Kaiowá, na minha interpretação, seu argumento chave no texto seria que: deveríamos deixar os índios serem incorporados à nossa "civilização", como se esse fosse o caminho "natural" a ser seguido, o caminho da homogeneização social e cultural. (leia o texto original aqui)

Será?

Será que é positivo para humanidade o fim de todas as outras formas de viver diferentes da nossa?

Será que é certo obrigar os povos indígenas a adotarem o nosso estilo de vida? E se eles fossem o poder hegemônico (como nós atualmente somos), gostaríamos de ser obrigados a adotar o estilo de vida deles?

E a importância da existência das comunidades indígenas para a preservação do meio ambiente? Ninguém pode negar que, tirando casos isolados, esses povos tradicionais vivem uma espécie de simbiose: eles precisam do meio ambiente tanto quanto o meio ambiente precisa deles (no sentido de que sem eles, a floresta já teria virado pasto).

Como o próprio autor do texto sugere, índio quer iphone. Sim, e por que não? No que um iphone, uma televisão, uma câmera, uma roupa, falar português, vai fazer o sujeito menos índio? (E não me venha com a resposta "aculturação", atualize-se esse popular conceito está ultrapassado)

Concordo com ele, que devemos acabar com a ideia romântica do índio puro e sem malícias. Índio é gente, como eu e você -- índio é gente que merece o respeito de continuar sendo índio, e DEVE ter todo apoio estatal para isso, pois, na minha humilde opinião, devemos ter um Estado e um mundo plural, rico em variedades de perpectivas. Ou estaremos fadados à desumanidade...

Do fundo do meu coração, olhando para o exemplo de meu chará mais graduado, um filósofo desse quilate, prestando esse desfavor a humanidade me reforça apenas um sentimento:

pegar todos esses diplomas, fazer uma fogueira e ficar com a sabedoria do pajé.



Agora, o que paganismo tem a ver com isso?

- Acho importantíssimo que a comunidade pagã se antene nessas questões, pois além dos povos indígenas serem os "ancestrais vivos dessa terra" (e não devemos nós pagãos, por princípio, honrar os ancestrais???) eles também representam uma minoria étnica, assim como nós, pagãos, representamos uma minoria religiosa... ou seja, minorias unidas = menos chances de serem esmagadas pela maioria hegemônica.


Para se informar mais, leia e veja:

  • Uma das notícias sobre o caso dos Guarani kaiowá
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21192
 
  • Longa metragem "Terra Vermelha" sobre o povo Guarani-Kaiowá

  •  Artigo sobre relação dos Guarani kaiowá com sua terra sagrada (tekoha) 
..."Importa observar que os Guarani e Kaiowá têm ligação e conexão direta com os territórios específicos, considerando-se a si e aos territórios como uma só família, dado que o território específico é visto por esses indígenas como humano. Os Guarani e Kaiowá possuem um forte sentimento religioso de pertencimento ao território específico, fundamentado em termos cosmológicos, sob a compreensão religiosa de que os Guarani e Kaiowá foram destinados, em sua origem como humanidade, a viver, usufruir e a cuidar deste território específico, de modo recíproco e mútuo, portanto eles podem até morrer para salvar a terra. Há um compromisso irrenunciável entre os Guarani e Kaiowá e o guardião/protetor da terra, há pacto de diálogo e apoio recíproco e mútuo: os Guarani e Kaiowá protegem e gerenciam os recursos da terra, por sua vez, o guardião da terra vigia e nutre os Guarani e Kaiowá." +leia mais+

  • Reportagem que dá um apanhado geral de quem são os povos indígenas no Brasil e o que nós, os "brancos" pensamos sobre eles. "Índios no Brasil - quem são eles?"



~bons ventos~

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Alecrim

Nome: Alecrim, Alecrim-da-horta, Alecrim-de-cheiro, Alecrim-de-jardim, Alecrim-rosmarinho, Alecrim-rosmarino, Alecrinzeiro, Erva-da-graça, Libanotis, Rosmarino (Rosmarinus officinalis).

Existem dezenas de sub-espécies diferentes da família do alecrim espalhadas pelo mundo.

Origem: comum na região do Mediterrâneo ocorrendo dos 0 a 1500 m de altitude. Devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como rosmarinus, que em latim significa orvalho do mar.

Características e Cultivo: O alecrim é uma espécie arbustiva, muito ramificada, que pode alcançar 1,5 metros de altura. Pode florescer durante todo o ano.
É razoavelmente tolerante à seca e às pragas. Considerada de fácil cultivo para jardineiros iniciantes, gosta de solos pedregosos e arenosos. É facilmente podado em diferentes formas e tem sido utilizado em topiária.
Quando cultivado em vasos, deverá ser mantido de preferência aparado, de forma a evitar o crescimento excessivo e a perda de folhas nos seus ramos interiores e inferiores, o que poderá torná-lo um arbusto sem forma e rebelde.
Apesar disso, quando cultivado em jardim, o alecrim pode crescer até um tamanho considerável e continuar uma planta atraente. Pode ser propagado a partir de uma planta já existente, através do corte de um ramo novo com cerca de 10–15 cm, retirando algumas folhas da base e plantando diretamente no solo.
Deve ser plantado preferencialmente na primavera ou no verão o ideal é por meio de mudas, mas pode ser plantado através de sementes neste caso a planta demora bastante tempo para se desenvolve, deve se irrigar a planta levemente apenas quando o solo estiver seco a mais de 2 cm de profundidade.

Propriedades medicinais*: A medicina tradicional recomenda o alecrim como um estimulante à pessoas atacadas de debilidade, sendo empregado também para combater as febres intermitentes e a febre tifóide.
Combate tosses persistentes e seu chá é também digestivo. Também apresenta propriedades carminativas, emenagogas, desinfetantes e aromáticas.
É ainda relaxante muscular, ativador da memória e fortalece os músculos do coração, indicado para reumatismo, depressão, cansaço, gases intestinais, inapetência, cicatrização de feridas. Cientistas dizem que ramos de alecrim deveriam ser dependurados em oficinas e áreas onde crianças fazem tarefas escolares para um melhor funcionamento da memória.


Propriedades mágicas: purificação, proteção, alegria, memória, aprendizado, amor, amizade, cura.


Astro: Sol
Elemento: fogo

O alecrim é usado para purificação, em diversas religiões, desde a antiguidade. Na prática mágica ela é do tipo de erva "pau pra toda obra", pois suas utilizações são as mais variadas,

Sugestões de uso mágico:

- Proteção:
  1. Faça um grande ramalhete de alecrim ou faça uma grinalda de ramos de alecrim e coloque pendurada na porta de casa ou embaixo da cama.
  2. Plante alecrim na frente de sua casa, para manter as energias negativas afastadas.
  3. Amarre em cima da porta de entrada da sua casa um saquinho conjurado preenchido de folhas secas de alecrim, assim tudo que por ali passar, obrigatória mente irá passar pela força protetora da erva.

- Purificação:
  1. Uma das principais ervas usada em banhos de purificação. Faça uma infusão dessa erva e tome um banho da cabeça aos pés.
  2. Dizem que lavar as mãos com uma infusão de alecrim antes do ritual substitui um banho de purificação.

- Intelecto/ aprendizado:
  1. Coloque um ramo de alecrim atrás da orelha ou beba chá de alecrim antes de uma prova difícil ou para estudar. O alecrim promove clareza mental.

- Amor/ casamento/ amizade:
  1. O alecrim está ligado à amizade, amor e alegria. Com essas intenções, você pode queimar o alecrim num braseiro para defumar o ambiente ou acenda um incenso de alecrim.
  2. Dizem que se uma mulher casada carrega folhas de alecrim em um saco de flanela azul com uma raiz inteira de Angélica, ela será o parceiro dominante na relação e haverá paz no lar e fidelidade no casamento.
  3. Usado em casamentos como símbolo de amor.

Rosmarinus tomentosus

Rosmarinus lavandulaceus
Rosmarinus officinalis albiflora

Rosmarinus officinalis Majorcan Pink


* O alecrim pode ser abortivo. Se estiver grávida, sempre consulte seu médico antes de utilizá-lo.
fontes de pesquisa: